O fim das Bancas de Jornais?

Sou cliente assíduo de Bancas de Jornais há muitos e muitos anos.

Além de colecionador de revistas em quadrinhos, sempre gostei de ler jornais e revistas. É por conta desse hábito que é fácil constatar que o setor está em grave crise.

Além dos problemas da economia do país, que se arrasta desde 2014, as Bancas de Jornais sofrem com a concorrência digital em todas as suas formas – das livrarias on-line às versões em pdf das publicações, passando pelos sites de notícias e, claro, da pirataria pura e simples de HQs, por exemplo.

Esses fatores, digamos, mais recentes, vieram a se somar aos crônicos problemas de baixo índice de leitura e hábitos restritos de compra de revistas da população brasileira; das assinaturas sempre em promoção das editoras e dos baixos incentivos fiscais do Governo.

Claro que há outros aspectos que complicam, como má gestão, distribuição deficitária de títulos em várias regiões, etc.
O que é evidente a qualquer cidadão mais antenado é que todos esses fatores estão ajudando a dizimar rapidamente o setor.

O Blog Uma Banca a Menos foi pensado como alerta, como refúgio, como celebração e, certamente, como memória, para os fãs deste típico negócio off-line que atravessou gerações e pode estar perto do seu fim.

A proposta é ser um canal colaborativo.

Se você curte Bancas de Jornais, se é leitor de qualquer publicação que circula ou circulou um dia por estes incríveis pontos de informação e cultura, está convidado a nos enviar fotos das suas Bancas de Jornais favoritas que, infelizmente, já fecharam. Acrescente o endereço e, se quiser, o nome do jornaleiro ou até mesmo um pequeno texto sobre o local. Você pode enviar também fotos de quando elas estavam em atividade.

Esperamos que o Blog sensibilize os leitores do país a ajudarem a manter ativa a Banca de seu bairro ou quadra, do caminho do trabalho ou da escola, mas que também chame a atenção das esferas públicas para oferecerem opções e incentivos para que os jornaleiros remanescentes consigam tocar seu negócio com segurança.

Não sou dono de Banca nem tenho amigos ou parentes no ramo. Sou apenas um leitor preocupado com o que, aparentemente, é um processo de extinção difícil de ser contornado. Mas, temos esperanças! Acredito que os melhores pontos, com boa gestão e atendimento devem continuar ativos por mais alguns anos…

Agradecemos a ajuda, até breve!

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